Primeira Mestre Artesã com carteira nacional da Bahia

Atualizado: 26 de Ago de 2020


Dinoélia Trindade, Mestre Artesã / Foto: Artesanato da Bahia


No início do mês a rendeira Dinoélia Trindade ficou conhecida em todo o Brasil como a primeira baiana a conquistar a Carteira Nacional de Mestre Artesã do Programa do Artesanato Brasileiro – PAB. Nascida em Saubara, cidade com tradição na produção de renda de bilro, desde 2009, ela vive em Dias d’Ávila, onde é presidente da Associação de Mulheres Rendeiras de Dias d’Ávila – RENDAVAN ensinando e perpetuando sua herança, que é a técnica que aprendeu com sua mãe. “Ser a primeira a receber esta carteira no estado da Bahia, para mim, é motivo de orgulho e de muita felicidade. Eu acredito que a arte se perpetua nas comunidades. É um reconhecimento que não fica só para mim, o segmento ganha com isso, a arte ganha com isso”, afirmou a mestra ao site Artesanato da Bahia. Em 2019, o Governo do Estado da Bahia condecorou como Mestres Artesãos 21 profissionais do estado, como um reconhecimento de sua trajetória e excelência e da importância do artesanato para o estado da Bahia. Dinoélia Trindade é a primeira a receber o registro nacional. Na Bahia, a Coordenação de Fomento ao Artesanato – CFA, da Secretaria do Trabalho, Emprego, Renda e Esporte – SETRE Bahia, é responsável pela emissão do documento. Segundo a Base Conceitual do Artesanato Brasileiro, “Considera-se Mestre, aquele artesão que se notabilizou em seu ofício, legitimado pela comunidade que representa e que difunde para as novas gerações conhecimentos acerca dos processos e técnicas do ofício artesanal”.


O título pode ser solicitado através do Sicab – Sistema de Informações Cadastrais do Artesanato Brasileiro e, para a solicitação é preciso:


1. ter domicílio na unidade federativa em que for solicitado o registro;

2. ter idade superior a 16 anos;

3. e apresentar cópia dos seguintes documentos: a) Carteira de Identidade; e/ou Documento de identificação com foto; b) Cadastro de Pessoas Físicas (CPF); c) comprovante de residência ou declaração conforme Lei n° 7.115, de 29 de agosto de 1983; d) cópia do documento de inscrição no PIS/PASEP (opcional); e) 1 (uma) foto 3 x 4.


O teste de habilidade é dispensado para mestres, mas é necessário:


1. Comprovar, através de depoimentos orais e outros documentos, a existência e a relevância do saber ou do fazer popular tradicional que representam ao longo da história;

2. Deter a memória indispensável à transmissão do saber ou do fazer;

3. Possuir atuação no Brasil há, pelo menos, dez anos.


Mais informações:

Para mais informações, o atendimento da Coordenação de Fomento ao Artesanato – CFA é feito através dos telefones (71) 3116-6106/6191 e do e-mail: coordenacao.artesanato@setre.ba.gov.br


Fonte e agradecimento:

Artesanato da Bahia: artesanatodabahia.com.br

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