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Festas de fim de ano: do vermelho ao brilho do mar

9 de set.
3 min de leitura

São duas festas, dois climas. O Natal se veste de vermelho, com renda, flores e babados que pedem trabalho de mão. O Ano Novo aposta no branco e no furta-cor, com brilho, conchas e paetês que lembram o mar. Nos dois, a moda entra como referência para o artesão criar peças autorais.


Por Canal Craft


Natal em vermelho

O vermelho é o tom que abre as festas, e no Natal ele aparece em muitas peles: renda montada em faixas, cetim com estampa floral, flores em relevo, babados e franzidos em camadas. Mais do que a cor, o que chama atenção é a quantidade de técnica manual reunida numa peça só, do bordado ao recorte, da aplicação de flores ao trabalho de sobreposição. A gama abre do escarlate ao vinho e ao rosa, o que amplia as combinações.


Para o artesão, é um prato cheio. Cada um desses recursos, a renda, o bordado floral, o babado, a flor aplicada, já faz parte do repertório de quem trabalha com as mãos. A ideia não é copiar o vestido da passarela, e sim olhar para a técnica e imaginar como ela cabe na sua peça: um detalhe em renda, uma barra franzida, uma flor bordada que vira assinatura. O vermelho é o convite, a execução é sua.



Galeria | Natal (referências de inspiração)

Do vermelho ao rosa, o Natal se veste de técnica: renda montada em faixas, flores em relevo aplicadas uma a uma, cetim de estampa floral e em aquarela com babados fartos, decotes drapeados que valorizam o caimento, retalhos de tecido em superfície tridimensional, bordado floral em paetês e miçangas, e camadas de franzidos e chiffon que trazem volume e leveza. Um festival de trabalho manual, referência para o artesão criar a sua própria peça autoral.

 


Ano Novo: o brilho vem do mar

A virada troca o vermelho pelo branco, o prata e os tons furta-cor. A inspiração deste ano vem do mar: conchas, madrepérola, pérolas, escamas e paetês grandes que brilham como água ao sol. Aparecem bordados de concha, franjas de miçanga, renda com lantejoulas, penas e muito paetê, quase sempre em peças que refletem a luz. É um brilho mais orgânico e leve, diferente do dourado tradicional de fim de ano.

De novo, é território conhecido do artesão. Bordar conchas, aplicar paetê, montar franjas, trabalhar a miçanga: tudo isso é feito à mão. Vale pensar no brilho com intenção, escolher uma técnica e explorá-la bem, em vez de acumular tudo de uma vez. Uma bolsa bordada, um detalhe de madrepérola, uma barra de franjas podem carregar sozinhas o clima de réveillon. O mar é o mote, o autoral está no modo como você traduz esse brilho na sua peça.



O réveillon vem do mar, em branco, prata e tons furta-cor. Concha, madrepérola e pérola aparecem em brincos, pingentes e presilhas de cabelo; escamas, paetês grandes e discos brilham como água ao sol em vestidos, da versão minimalista à mais glamourosa. Somam-se a renda guipir bordada com lantejoulas em verde-água, as franjas de couro e de miçanga nas bolsas, e as penas sobre malha de cristais. Muita técnica de mão reunida, referência para o artesão traduzir esse brilho na sua própria peça autoral.


Nas duas festas, a lógica é a mesma: a tendência mostra o caminho, mas a peça ganha valor quando nasce do repertório, da técnica e da história de quem faz. Cor e brilho passam, a assinatura fica.



 


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