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Quem vê cara, vê coração, sim!


Originalidade a vista não é sorte nem dom. É repertório construído com tempo. E pode ser a virada de chave do seu negócio autoral.




Duas irmãs paranaenses, Thali e Gabi, entraram em 2025 para um grupo de vinte e cinco criadores premiados pelo Instagram no mundo todo. Não foi por terem a maior audiência. Foi por terem uma linguagem própria, reconhecível de longe. A história delas é de moda e vídeo, mas a lição serve para quem cria com as mãos. Porque, no fundo, ela fala de uma coisa só: originalidade criativa.




Antes da técnica, existe uma ideia

No cinema há um nome para o cuidado com cada detalhe de uma cena: mise-en-scène. É a arte de garantir que tudo que aparece no quadro esteja ali de propósito, a cor, a luz, o objeto, a posição. As irmãs tratam cada post como um plano de filme. A artesã já conhece esse rigor, porque ele vive dentro da peça: no ponto escolhido, na cor da linha, no acabamento. A virada não é aprender uma técnica nova, é deixar a ideia livre vir antes da técnica. Perguntar o que aquela peça quer dizer antes de decidir como fazê-la.

Os 25 premiados no Instagram Rings 2025

Escolhidos por curadoria, de áreas como moda, música, fotografia e maquiagem. Veja a lista completa, com a dupla brasileira em destaque:

Aki e Koichi, Ari Miller, Brian Lindo, Chris Brickley, Cole Bennett, Ashley Gordon, Dolly Singh, Elyse Myers, Futura, Gabriel Moses, Golloria, Laufey, Life on Film, Linda Lomelino, Mimi Choi, Nigel Sylvester, Mika Ninagawa, Olivia Dean, Adrian Per, Sebastian Jern, Katie Krejci, Mohammed e Humaid Hadban, Thalita e Gabriela Zukeram (Two Lost Kids), Tyshawn Jones e Zarna Garg.

Lista divulgada pelo Instagram, noticiada por Fast Company e Dazed.

A referência que muda tudo vem de fora

O que dá frescor ao trabalho das duas é que elas não buscam inspiração no próprio meio. Vão ao cinema, à moda, à arte, à memória de infância. Para a artesã, isso é um convite generoso: sair da bolha do que o outro artesão está fazendo e ir buscar na sua cultura, na sua cidade, na natureza, na história da sua família. Ali mora o repertório que ninguém mais tem. A técnica se aprende. A referência é sua, e é o que faz a sua peça ter a cara de quem a fez.


Cuidado com a fórmula que serve para todo mundo

Existe hoje uma indústria de fórmulas prontas, o passo a passo universal vendido como atalho para vender mais. O problema do atalho é que ele leva todo mundo para o mesmo lugar. Quando cada ateliê segue o mesmo modelo de post, a mesma paleta da moda e o mesmo discurso, o mercado inteiro começa a parecer igual. E o que faz uma peça autoral valer não é ser parecida com as outras, é ser inconfundível. Seguir a receita de fora pode até dar movimento no começo, mas costuma amarrar o negócio justamente no que ele tem de mais valioso: a sua autoria.


A régua do digital mudou, e isso é bom para você

Instagram, YouTube e TikTok continuam sendo caminho real de renda para quem cria. O que mudou foi o critério. A própria indústria de criadores já reconhece que o número de seguidores deixou de ser o melhor indicador de resultado. Hoje, o que coloca a sua peça na mão de quem forma opinião é o engajamento e a verdade do que você mostra, não o tamanho do público. Uma conta menor, autêntica e com comunidade viva vale mais do que uma grande e sem alma. Traduzindo: a autenticidade, que é justamente o que a artesã tem de sobra, virou vantagem competitiva.


Reconhecível antes do nome

Existe uma frase simples na ciência de marca, do instituto Ehrenberg-Bass: o primeiro trabalho é ser notado, o segundo é a pessoa saber que é você. Isso não se conquista em uma semana. Vem de repetir os mesmos gestos, a mesma paleta, a mesma assinatura, até que o público reconheça o seu trabalho antes de ler o seu nome. Num mundo apressado, insistir na própria identidade é um exercício de paciência. Mas é essa constância que transforma curiosidade em fidelidade.


Originalidade se constrói

Nada disso nasce pronto. Originalidade se constrói com tempo, estudo e exercício, do mesmo jeito que se aprende um ponto novo. É preciso treinar o olhar, colecionar referências, experimentar sem medo de errar. A boa notícia é que criatividade não é um dom reservado a poucos. É um caminho, e caminho se percorre com prática e boa companhia.


É por isso que preparamos um encontro para exercitar exatamente isso. No dia 5 de setembro, no Espaço Helena Fanger, acontece a nossa vivência Mãos que Conversam e a Trilha da Criatividade, um convite para sair da fórmula pronta e reencontrar a sua própria linguagem. Vamos trocar, criar e destravar o olhar juntas. Se a sua vontade é fazer peças que tenham a sua cara, e não a cara do mercado, esse é o lugar para começar. Serviço Mãos que Conversam 05 de setembro, 14h/ 17 R$ 70 Trilha da Criatividade 05 de setembro, 9h30/ 12h30 R$ 180 Para maiores informações, chame a gente pelo direct do Instragram @canalcraftoficial


Venha construir a sua originalidade com a gente.

Referências

Instagram Rings, premiação oficial da plataforma (2025). Mise-en-scène, dos estudos de cinema. Reconhecimento de marca antes do nome, Ehrenberg-Bass Institute. Mudança de régua de seguidores para engajamento, relatórios da indústria de criadores, 2025.

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