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A artesã é profissional. Em agosto, ela tem lugar no maior palco do trabalho feminino.


O Summit Mulheres nas Profissões acontece em 4 e 5 de agosto, em São Paulo, e reúne dez mil pessoas em torno de carreira, liderança e empreendedorismo. A lei já reconhece a artesã como profissional há tempos. Um palco desse tamanho é uma boa hora para o setor inteiro passar a tratá-la como tal e com respeito.



Tem uma conta que o Brasil ainda está fechando com quem vive do barro, do fio, da palha, da costura e do bordado. No papel, essa conta já virou: desde 2015, a Lei do Artesão reconhece o artesanato como profissão. Na prática, boa parte do país ainda trata o ofício como passatempo, hobby de fim de semana, “renda extra”. É essa distância entre o direito e o reconhecimento que um evento sobre protagonismo profissional feminino ajuda a encurtar. E é por isso que ele interessa a você.

Nos dias 4 e 5 de agosto, o Grupo Mulheres do Brasil, movimento suprapartidário presidido por Luiza Helena Trajano, realiza a primeira edição do Summit Mulheres nas Profissões, no Expo Center Norte, em São Paulo. São dois dias, 14 mil metros quadrados e a expectativa de dez mil participantes. O mote resume a proposta: “Elas Fazem Acontecer”.




Um palco sobre profissões, e ser artesã é uma delas

A própria organização define o encontro como um espaço que reúne mulheres e homens de todas as profissões para discutir, na prática, como ampliar o acesso e a permanência das mulheres em cargos de liderança. Guarde a expressão: todas as profissões. Porque a artesã é uma delas, e não por gentileza, mas por lei.

Reconhecer a artesã como profissional é deixar de admirar a peça e passar a respeitar quem a fez.

O que a lei já garante

A profissão de artesão é regulamentada pela Lei nº 13.180, de 2015, a Lei do Artesão. É ela que reconhece o ofício, institui a Carteira Nacional do Artesão e abre a porta de políticas públicas, crédito e feiras, por meio do cadastro no SICAB, o Sistema de Informações Cadastrais do Artesanato Brasileiro. Ou seja: quem produz com as próprias mãos já tem nome, carteira e amparo legal. Já explicamos aqui, com calma, o que a lei garante e o que ainda falta.


Se a lei existe, o que falta é o mundo do trabalho enxergar a artesã do mesmo jeito que enxerga qualquer outra profissional. É aí que um evento como este entra.


A economia que ela ajuda a mover

Os números do encontro deixam claro o tamanho da força em jogo. Segundo dados de Nielsen e IBGE citados pela organização, as mulheres são 51,5% da população, somam mais de 104 milhões de consumidoras ativas, chefiam 53% dos lares e decidem ou influenciam 96% das compras domésticas do país. No lançamento, Luiza Helena Trajano associou o summit a uma meta objetiva: levar as mulheres a ocupar metade dos cargos de liderança até 2030.


O artesanato é parte dessa conta. A maioria dos ateliês é tocada por mulheres que acumulam os papéis de criadora, produtora, vendedora e gestora, muitas vezes sozinhas, quase sempre como pequenas empreendedoras. Quando renda, liderança e formalização ocupam um palco desse porte, a mulher que faz à mão tem tudo a ver com a conversa.



O que você encontra no evento

A programação se distribui por seis arenas temáticas — entre elas uma dedicada a esporte, saúde e bem-estar —, uma arena central para os painéis principais, espaço para startups com rodadas de pitch e de negócios, área para investidores e uma área kids para quem vai acompanhada dos filhos. Entre as painelistas confirmadas estão Camila Achutti, Débora Garofalo, Izabella Camargo, Janete Vaz, Juliette Freire, Sofia Esteves e a própria Luiza Helena Trajano, entre outras.


Anunciado em 5 de maio, o Summit já repercutiu em Forbes, Exame, Valor Econômico, Estadão, Folha de S.Paulo e R7. É uma das maiores iniciativas de carreira do ano, e o Canal Craft vai estar de olho, porque é disso que a gente entende: profissionalização, renda e reconhecimento de quem cria com as mãos.



O recado é prático

Se você faz do artesanato o seu trabalho, esse é o tipo de sala em que vale a pena estar. Não para assistir de longe, mas para se reconhecer entre profissionais, trocar, fazer negócio e levar de volta para o ateliê o que aprendeu. A lei já disse que você é profissional. Falta ocupar os espaços que confirmam isso.


E, se for para ir, vá pelo Canal Craft.





Serviço

Summit Mulheres nas Profissões — 1ª edição

Data: 4 e 5 de agosto de 2026

Local: Expo Center Norte — São Paulo (SP)

Realização: Grupo Mulheres do Brasil

Ingresso: R$ 100 pelos dois dias

Leitor do Canal Craft tem 10% de desconto: com o cupom EMB016, a inscrição sai por R$ 90.


Fontes: material oficial do Summit Mulheres nas Profissões (Grupo Mulheres do Brasil); Lei nº 13.180/2015 (Lei do Artesão); Programa do Artesanato Brasileiro (PAB) e SICAB; dados Nielsen e IBGE; cobertura de Forbes, Exame, Valor Econômico, Estadão, Folha de S.Paulo e R7.

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